HISTÓRIA DO MUNICÍPIO

Bandeira de Igaratinga.


 

Informações Gerais

Igaratinga é um município brasileiro que faz parte da Mesorregião do Centro-Oeste do Estado de Minas Gerais que fica a aproximadamente 100 km de Belo Horizonte (Google Maps). Os habitantes são chamados igaratinguenses. A população estimada é de 10.420 habitantes (IBGE, 2016), a área da unidade territorial é de 218,343 km2 (IBGE, 2015), a densidade demográfica de 42,43 habitantes por km2 (IBGE, 2010). A cidade se destaca pela quantidade de indústrias voltadas à fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção, isto é, tijolos, fato que lhe rendeu a denominação "Capital Mineira dos Tijolos". A emancipação político-administrativa foi em 30/12/1962 e a instalação do município em 01/03/1963.

 

Topônimo

Igaratinga é um nome de origem tupi-guarani e significa ("Igara" = pequena embarcação) e ("Tinga" = branca, alva), portanto, "Canoa Branca".

 

Bandeira do Município

A Bandeira do Município de Igaratinga foi criada pela Lei Municipal n.º 105 de 30/12/1975, na administração do Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal, Galba José Lino, que, auxiliado pelos servidores públicos municipais da época, idealizou e escolheu as cores e desenhos que a comporiam.

Desde o início da emancipação político-administrativa, Igaratinga sentiu o desejo de vê-la representada com dignidade numa Bandeira que, ao lado da Bandeira do Brasil e da Bandeira de Minas Gerais, retratasse o pequeno Município, mas que também é uma célula “viva” dentro do Território Nacional. 

 

Significado da Bandeira do Município:

- A cor azul vem simbolizar que o céu aqui é mais azul, sem fumaças que poluem e acinzentam os ares, modificando a cor do espaço celeste. Por ser Igaratinga uma comunidade religiosa a cruz veio simbolizar a fé;

- Os raios de luz são as bênçãos de Deus a esse povo que O ama;

- O vaso é uma representação da argila, matéria-prima abundante em nosso município;

- As nuvens existentes mostram o aspecto do céu no dia da criação da Bandeira;

- A Serra da Contenda, ponto turístico de Igaratinga (existe nessa serra uma água poderosa que, durante anos, abasteceu a população do Município);

- As plantações de milho, arroz, a cabeça do bovino e a cerâmica representam as principais atividades econômicas do Município;

- O branco simboliza a paz;

- A faixa mostra a data da emancipação político-administrativa: 30/12/1962.

 

História

O povoado que deu origem ao Município surgiu próximo à fazenda Inhozé, no caminho percorrido pelas bandeiras, na região de Pitangui, às margens do rio São João. Foi formado em volta da capela filiada à Freguesia de Pitangui, recebendo o nome de São João Acima e, em 1754, Santo Antônio de São João Acima. O distrito foi criado em 1846, pertencendo à Freguesia de Pitangui, e, em 1883, foi incorporado à Freguesia de Pará de Minas. Adotou a denominação de Igaratinga em 1923, que, em tupi-guarani, significa “Canoa Branca”. Igaratinga foi elevada à categoria de município em 30/12/1962.


Fundação

A cidade de Igaratinga encontra-se localizada dentro da área de propriedade dos Mateus, fazenda esta que foi abandonada pelos proprietários, segundo relato de antigos moradores. O Doutor Aristides Milton, advogado de Pará de Minas, ao saber da referida propriedade, procurou pelos herdeiros que residiam em vários locais do Estado, e, juntos, providenciaram a divisão da fazenda, sendo remunerado com a metade das terras onde estava localizado o Arraial de Santo Antônio da Pedra, primeiro nome de Igaratinga. Por decisão dos herdeiros, foi doada uma área de 20 (vinte) alqueires para a Capela de Santo Antônio da Pedra, marcando os limites da atual cidade.

As primeiras famílias que chegaram ao local foram a Ferreira Guimarães, a Mendes e a Ferreira da Silva, que era descendente de escravos. O Arraial de Santo Antônio da Pedra foi elevado a Distrito pela Lei Provincial n.º 882 em 08/06/1858, com o nome de Santo Antônio de São João Acima e passou a Freguesia por força da Lei n.º 3.141 de 18/10/1883, pertencendo agora ao município de Pará de Minas. Em 1911, o distrito teve alterada a sua denominação, passando a chamar-se Santo Antônio do Rio São João Acima. Em 1923, por força da Lei n.º 843 de 7 de setembro, a longa denominação foi substituída por Igaratinga, nome de origem tupi-guarani que significa ("Igara" = pequena embarcação) e ("Tinga" = branca, alva), portanto, "Canoa Branca". Foi com esta denominação que o distrito tornou-se município através da Lei 2764 de 30/12/1962, desmembrando-se de Pará de Minas e instalando-se município em 01/03/1963. Em 08/10/1982, passou a possuir um distrito, Antunes. Até meados do ano de 1920 os meios de comunicação eram precários, feitos por trilhos de cavaleiros, tropas de burros e estradas de carros de boi.

A primeira estrada do Município, construída por volta do ano de 1933 através de empreitadas dadas pelo então Governador do Estado de Minas Gerais, Excelentíssimo Senhor Benedito Valadares Ribeiro, foi de Belo Horizonte ao Triângulo Mineiro, passando por Pará de Minas, Igaratinga e São Gonçalo do Pará. No trecho de Igaratinga a São Gonçalo do Pará, o Senhor João Guimarães, farmacêutico local, ajudou na construção. Desde então, o trecho facilita o acesso à cidade de Divinópolis. Nesta mesma época começou a transitar por aqui o primeiro ônibus para transporte coletivo de passageiros, que, vindo de Pará de Minas, passava por São Gonçalo do Pará e seguia destino ao Triângulo Mineiro. Também foi instalado o primeiro telefone público, no sobrado do “Nem”, uma das primeiras casas que do Município.

Na década de 40 foi construída pela Companhia Industrial Paraense S.A., no Rio São João, uma usina hidrelétrica, denominada “Usina dos Britos”. Por volta de 1950, essa usina passou a fornecer energia para o Distrito de Santo Antônio do Rio São João Acima, com horário restrito de fornecimento. Tal usina foi comprada pela Companhia de Tecidos Santanense. Entre 1965 e 1967, a Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) se responsabilizou pelo fornecimento de energia elétrica ao já denominado Município de Igaratinga. O serviço da CEMIG foi implantado em 25/03/1969.


Religião

Por provisão datada de 06 de abril de 1754 foi construída, na "paragem de São João Acima", filial de Pitangui, uma capela em honra e homenagem a Santo Antônio. Este foi o embrião da futura Paróquia de Igaratinga.

Por Lei de 1846, com a denominação de Santo Antônio de São João Acima, a povoação foi elevada a Distrito. Por força da Lei 3.141, de 18 de outubro de 1883, elevou-se a Freguesia e passou a pertencer ao Município de Pará de Minas.

Este fato não deixa de ser curioso. Naquela época, a elevação à categoria de Freguesia implicava na criação automática de uma paróquia, todavia, para que isto se tornasse realidade, era necessário que a comunidade fosse capaz de oferecer um templo com todo o material necessário às celebrações e uma casa paroquial adequada. Seria paróquia centenária, a hoje jubilar, se o povo tivesse conseguido o intento, entretanto, ao que tudo indica, não conseguiram. Assim, por faltarem esses pressupostos, a Lei perdeu sua validade e a paróquia não foi criada, a exemplo do que aconteceu com a paróquia de Carmo da Mata. Ao contrário, São Joaquim de Bicas, em Igarapé, criada pela mesma Lei, teve a paróquia confirmada, o que indica ter o povo conseguido cumprir os requisitos legais.

Em 1911, a Freguesia teve alterada a sua denominação, passando a chamar-se Santo Antônio do Rio São João Acima. Em 1923, pela Lei 843, de 7 de setembro, a longa denominação foi substituída por Igaratinga.

Foi com esta denominação que o Distrito tornou-se município, através da Lei 2.764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrado de Pará de Minas.

Vários sacerdotes atenderam ao Município de Igaratinga como capelães. O primeiro de que se tem notícia foi o Padre José Joaquim Ferreira Guimarães (l869 a 1883). Vieram em seguida: Pe. João Batista de Laurentis (1883 a 1905); Pe. Silvestre Pereira (1905 a 1906); Monsenhor Fernando Barbosa e Pe. José Pereira Coelho (janeiro a agosto de 1906).; Pe. Evaristo Firminiano Ribeiro (agosto de 1906 a 1934) e Pe. José Queiroz (1934 a 1935). À época, Dom Antônio dos Santos Cabral, 1º Arcebispo de Belo Horizonte, resolveu transformar a capela filial de Igaratinga em paróquia. Assim, pelo Decreto n.º 25, de 01/01/1936, foi criada a Paróquia de Santo Antônio da Pedra de Igaratinga. O então Capelão, Padre Augusto Cerdeira, foi provido 1º Pároco do lugar e ficou até o ano de 1937, quando foi substituído pelo Padre Paulo Maria dos Santos, que permaneceu até o ano de 1943. Seguiram-se, sucessivamente, os seguintes párocos: Pe. Jésus do Vale Mendonça (1943 a 1944); Pe. Grevi Guimarães de Almeida (1944 a 1945); Pe. Waldemar Antônio de Pádua Teixeira (1945 a 1946); Pe. José Viegas da Fonseca (1946 até junho deste mesmo ano); Pe. Geraldo França (junho de 1946 até 1950); Pe. Francisco de Carvalho Moreira (1950 a 1953); Pe. Israel Miranda Diniz (1953 a 1955), e, novamente o Pe. Jésus, tendo como cooperador o Pe. Grevi (1955 a 1956). De 1956 a 1966, a Paróquia foi entregue aos cuidados dos Frades Franciscanos. Os frades que aqui paroquiaram, todos pertencentes à Ordem dos Frades Menores (O.F.M.) foram: Frei Agostinho Grings (1956 a 1957); Frei Hugo de Potesda e Frei Bruno Goettens (1957 a 1960); Frei Elizeu Tijdink (1960 a 1962); Frei Fernando Stockman (1962 a 1964); Frei Heleno Smits (1964 a 1965) e Frei Erasmo Veem (1965 a 1966).

Posteriormente, a Paróquia voltou aos padres diocesanos, a saber, Pe. Agostinho Ferreira Gomes (1966-1968), Pe. Antônio Pontello (1968-1970) e Pe. Raul Silva (1970-1975).

De 1975 a 1989 a Paróquia esteve sob os cuidados dos Franciscanos, ficando como pároco o Frei Leonardo Lucas Pereira (O.F.M.), que desenvolveu um trabalho de base para formação de grupos de trabalho, com o objetivo de fortalecer e multiplicar a fé do povo igaratinguense.

Ademais tomaram posse, como Administradores da Paróquia, sucessivamente:

  • Padre José Alaor Borges – 04/10/1989 a 09/09/1999;
  • Padre Valmir Ferreira D’Eça  – 12/09/1999 a janeiro de 2006;
  • Padre Antônio Paulo da Silveira – fevereiro de 2006 a 13/01/2011;
  • Padre Adilson Neres Vieira – 13/01/2011 a agosto de 2015;
  • Padre João Batista Gomes – 04/09/2015 até hoje.

 

Motivo de alegria para a Paróquia são os filhos sacerdotes:

  • Dom Paulo Lopes de Faria (* 24/02/1931 † 16/07/2009 – Belo Horizonte) - Pertencente ao Clero da Arquidiocese de Belo Horizonte, foi nomeado Arcebispo Coadjutor de Diamantina pelo Santo Padre, Papa João Paulo II, no dia 02 de agosto de 1995. Ordenou-se Sacerdote no dia 08 de dezembro de 1957, na Catedral da Boa Viagem em Belo Horizonte. Como sacerdote, trabalhou 09 anos no Seminário Provincial do Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte, de 1957 a 1966. Em 1966 foi transferido e nomeado Pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Piedade no Bairro das Indústrias, Belo Horizonte-Contagem. Aí permaneceu até 1980. Foi por muitos anos membro do Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Belo Horizonte. Recebeu títulos de cidadão honorário de Belo Horizonte e Contagem. Em 1980, no dia 07 de novembro, foi eleito Bispo e nomeado Bispo auxiliar da Arquidiocese de Niterói-RJ. Foi sagrado Bispo no dia 27 de dezembro de 1980, em Belo Horizonte, assumindo a função como Bispo Auxiliar em fevereiro de 1981, trabalhando junto do Sr. Arcebispo Metropolitano de Niterói, Sua Excelência Reverendíssima Dom José Gonçalves da Costa, Redentorista e filho de Belo Horizonte. Permaneceu em Niterói-RJ até 21 de dezembro de 1983, quando foi nomeado pelo Santo Padre João Paulo II, Bispo Diocesano de Itabuna na Bahia. Foi o 3° Bispo Diocesano de Itabuna, Diocese criada pelo Santo Padre João Paulo II no dia 07 de novembro de 1978. Dom Paulo Lopes de Faria esteve à frente da Diocese de Itabuna durante 12 anos. Continuou o trabalho pastoral de seus antecessores, dando estrutura à Diocese recém-criada. Organizou o Seminário São José, deu início à construção do centro de Pastoral João Paulo II, criou diversas Paróquias, fez visitas paroquiais a todas as paróquias, ordenou vários sacerdotes. Durante este período foi Presidente do Regional Nordeste III por dois mandatos. Coordenou uma Visita "ad limina"* dos Bispos do Regional, em Roma. Promoveu uma ação social eficiente na região do Cacau.
  • Monsenhor Evaristo José Vicente (* 04/07/1933 † 06/04/2013 – Divinópolis) - Filho do Sr. Daniel José Vicente e Sra. Maria José de Jesus, ordenou-se sacerdote no ano de 1961, pela imposição das mãos do saudoso Dom Cristiano. Suas primeiras paróquias foram a Nossa Senhora da Guia, e, em seguida, a Senhor Bom Jesus. Durante 28 anos, exerceu seu ministério na Catedral do Divino Espírito Santo, depois se ausentou de Divinópolis, por 4 anos. Em 1999 retornou a Divinópolis assumindo a recém criada Paróquia de São Pedro Apóstolo no bairro Tietê. Monsenhor Evaristo, sacerdote e homem de fé. Esta é a definição dos companheiros de sacerdócio. Para o pleno sacerdócio Padre Evaristo observava fielmente a obediência, castidade e pobreza. Nunca se apegou a qualquer bem material. Completamente desprendido de vaidades ele é lembrado pela vida dedicada aos paroquianos. Entre os principais trabalhos realizados pelo dedicado e amoroso padre está a reitoria do seminário menor.
  • Padre Sírio Henriques Teixeira (* 06/02/1954 † 26/06/2010 – Belo Horizonte) - Fez sua primeira experiência de vida comunitária com os Salesianos de Pará de Minas-MG. Fez sua primeira profissão religiosa aos 20 anos de idade, no dia 29 de janeiro de 1974. Ordenou-se padre no dia 02 de julho de 1982, na cidade de Itaúna-MG. Padre Sírio sempre foi um salesiano* muito disponível e prestativo para com todos. Tinha um grande zelo apostólico e uma grande afeição para com os parentes e amigos. Nos últimos 8 anos, atuou como pároco do Santuário Dom Bosco de Brasília, onde fez um trabalho apostólico significativo. Em 2010, padre Sírio foi designado ao cargo de Secretário Inspetorial. Faleceu no dia 26 de junho de 2010, na Casa Inspetorial, em Belo Horizonte-MG, vítima de um ataque cardíaco fulminante.
  • Frei Jaime Eduardo Ribeiro, que atuou na comunidade de Torneiros.

 

Glossário:

* Salesiano: Adjetivo. Substantivo masculino.

1. Diz-se de, ou religioso pertencente à congregação salesiana, também chamada Sociedade de S. Francisco de Sales, fundada por S. João Bosco em Turim, em 1859, e que se destina à educação de jovens.

* Visita "ad limina"

A Visita "ad limina", ou mais exatamente, a Visita "ad limina apostolorum" (em português: visita aos túmulos dos Apóstolos) é uma obrigação dos bispos diocesanos e outros prelados da Igreja Católica de, a cada 5 anos, se encontrarem com o Papa, visitando os túmulos dos apóstolos São Pedro e São Paulo, em Roma.

 




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